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Fita perdida
Gravação de 35 minutos, feita em 1974 e avaliada em US$ 3 milhões, traz John Lennon e Paul McCartney juntos!

Stand By Me
Ficha técnica: Los Angeles, Califórnia (1974)
John Lennon - vocal e guitarra
Paul McCartney - vocal e bateria
Harry Nilsson - vocal
Stevie Wonder - piano elétrico
Jesse Ed Davis - guitarra
Bobby Keys - saxofone
Malcoln Evans - operador
May Pang (namorada de Lennon)

Matérias nos jornais brasileiros sobre o assunto

Matéria na Folha - Fita perdida

Folha de São Paulo.
19 de maio de 1997.

McCARTNEY TEM RECORDE DE E-MAILS
Das agências internacionais

Paul McCartney já recebeu 2,6 milhões de perguntas de admiradores pela Internet, em Londres. Entre eles, a do presidente Bill Clinton. Apesar de ter respondido a poucas delas, o total de mensagem criou uma “fila eletrônica” histórica e mostrou que o ex-Beatle continua sendo uma das figuras mais populares do mundo. Segundo o “The Sunday Times” de ontem, nem o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, seu antecessor, John Mayor, ou o grupo Spice Girls se aproximaram da cifra. Na resposta para um estúdio do centro da capital britânica, McCartney confirmou rumores sobre a existência de uma fita misteriosa gravada por John Lennon em um estúdio de Los Angeles, em 1974. A fita ajudaria a desmentir rumores da inimizade entre eles. “Eu não tenho a fita, mas gostaria de escutá-la”, disse o cantor. McCartney disse também que a morte de Lennon, em 1980, o afetou muito. Sobre sua música favorita, McCartney disse que gosta de escutar música que seus filhos tocam e as do grupo Oasis.

O Globo.
22 de maio de 1997.

Box da matéria A VOLTA DO FANTASMA DOS BEATLES
UMA FITA DE US$ 3 MILHÕES

LONDRES. Uma fita gravada em 1974 por John Lennon, Paul McCartney, Stevie Wonder e Harry Nilson foi descoberta em Liverpool. Durante o chat que o ex-Beatle realizou sábado passado na Internet, para a promoção de seu novo CD, McCartney confirmou ter se encontrado com Lennon naquela época, mas disse que nunca tinha ouvido a fita. Segundo o jornal inglês “Daily Mail”, a gravação de 35 minutos pertence ao empresário Philip Aldridge, de Liverpool, que comprou 12 anos atrás de um colecionador da Califórnia. Ele pagou US$ 330 pela fita que, hoje, estaria cotada em US$ 3 milhões. Na gravação, os quatro interpretam antigas canções do pop e brincam muito. As brincadeira entre John e Paul, quatro anos depois da separação dos Beatles, contradizem as versões de que eles estariam brigados na época.

Folha de São Paulo.
31 de maio de 1997.
Fita rara dos Beatles é encontrada no país Luiz Antônio Ryff, da reportagem local.
colaborou Paulo Henrique Braga, de Londres.

Há dez dias, durante uma conversa na Internet, o cantor e baixista Paul McCartney revelou a existência de uma fita com a jam session entre ele e o cantor John Lennon, avivando o interesse de beatlemaníacos em todo o mundo. Feita em 1974, em um estúdio em Los Angeles, nos EUA, a fita é, até o momento, o único registro do encontro entre os dois após a dissolução dos Beatles. A gravação foi avaliada pelo jornal “Daily Mail” em US$ 3 milhões. “Esse número é absurdo. Isso não existe no mercado. Ela não vale mais do que US$ 200. Ela só poderia valer isso se fosse a única”, afirma o radialista e jornalista capixaba Edu Henning, 39, uma dos maiores colecionadores de Beatles no país.

Ele, por exemplo, não desembolsou um centavo para adquirir a fita DAT com a gravação do encontro, com pouco mais de 29 minutos. Ela veio em uma troca com um colecionador inglês, de Liverpool, em 1995. Na troca - a forma mais usado por colecionadores para conseguir novos itens - , Henning recebeu algumas fitas e objetos e passou para o colecionador um álbum brasileiro de figurinhas sobre os Beatles e fitas com entrevistas que ele fez no Brasil com McCartney e com George Martin (maestro do conjunto). “Além de sua qualidade, a importância dessa gravação é que ela desfaz o mito de que Lennon e McCartney ficaram brigados após o fim do grupo”, diz Henning.

A fita começa com um improviso, tem uma jam de blues, muita falação (principalmente de Lennon) uma versão de “Lucille (clássico de Little Richards), com Lennon nos vocais, três versões de “Stand By Me” (clássico de Ben E. King), “Cupid” e “Take This Hammer”, com Stevie Wonder cantando. Mas a importância histórica da fita é o seu maior valor, segundo Henning. “É uma fita extremamente descontraída, mas não tem muita coisa de extraordinária”, diz.

Desde 1979, o radialista tem um programa de rádio no Espírito Santo. Hoje, seu “Clube Big Beatles” - mesmo nome de sua banda cover - é retransmitido por oito emissoras locais. Esse é um dos motivos para ter montado sua coleção com mais de 400 discos piratas, apenas dos Beatles.

A fita, segundo ele, não é seu item mais valioso. Sua preciosidade é um LP de “Help” assinado por Lennon, McCartney, George Harrison e Ringo Starr. “Paguei US$ 2 mil por ele”, diz.

Mas seu xodó é outro: um vinil pirata em que Paul McCartney mostra a construção do arranjo de “Let It Be”.

Ele também coleciona outros artigos, como entradas de shows, pôsters de shows e filmes e discos de outros artistas que fizeram gravações dos Beatles - já tem 2 mil.

Para quem está a cata da fita com o encontro de Lennon e McCarteny, Henning lança um aviso válido para toda a sua coleção: “Não comercializo, não vendo, não empresto”.

Na entrevista pela Internet de McCartney houve outras curiosidades que despertaram o interesse dos beatlemaníacos.

Ele disse que possui uma fita demo de uma música inédita gravada por Lennon. McCartney não informou o nome da música, nem disse se o material poderá ser utilizado no futuro pelos membros remanescentes dos Beatles, como ocorreu com “Free As A Bird” e “Real Love”, lançadas no pacote “Anthology”.

McCartney também disse ter um caderno com quatro composições inéditas dele e de Lennon, feitas no início da carreira do quarteto.

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